O processo de inclusão dos
alunos com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Superdotação
tem avançado nos últimos anos, através da ampliação da Legislação e pelos
investimentos do governo através da realização de muitas ações implementadas nas
instituições de ensino.
Uma dessas aquisições foi a implantação das
Sala de Recursos Multifuncionais nas escolas públicas, Esse é o espaço de
realização dos Atendimentos Educacionais Especializados, um serviço da Educação Especial desenvolvido na escola que organiza
recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem barreiras para a plena
participação dos alunos, na escola e fora dela, considerando as suas
necessidades específicas.
Com o AEE nas escolas,
percebemos a chegada do público alvo desse serviço, os alunos com deficiência, Transtornos
Globais do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação. A presença desses alunos
na escola muda a forma como a comunidade escolar enxerga a inclusão e traz
benefícios para todos que fazem parte do contexto educacional.
Nesse pensamento, a
inclusão remete ao sentido da particularidade em que todos, exatamente todos podem
viver a experiência de se igualar com o outro através das diferenças, portanto o
AEE é mais do que um serviço, ele autentica e evidencia a inclusão no espaço escolar,
o AEE parece um movimento que nunca para, ele apoia, confirma e valida as práticas
de valor inclusivo exercidas na escola, além de certificar a inclusão e a ética
como dois elementos inseparáveis de constituição do fazer pedagógico.
O que fazer com aqueles alunos cujas diferenças
chocam por estas ser mais diferente do que outras?
É comum ver as escolas
falarem em práticas inclusivas, mas,
alguns educadores pensam que o aluno com deficiência que chegou em sua sala de aula não é o seu aluno. Ele espera que o seu aluno ainda estar por vir, porque talvez ele espere que todo aluno ao 3º ano saiba dos conteúdos curriculares; ler, escrever, interpretar, saber matemática, expressar-se de forma clara, letra bonita, cadernos e livros impecáveis, sim, ele tem que está com perfume agradável.
alguns educadores pensam que o aluno com deficiência que chegou em sua sala de aula não é o seu aluno. Ele espera que o seu aluno ainda estar por vir, porque talvez ele espere que todo aluno ao 3º ano saiba dos conteúdos curriculares; ler, escrever, interpretar, saber matemática, expressar-se de forma clara, letra bonita, cadernos e livros impecáveis, sim, ele tem que está com perfume agradável.
Reconheçamos que este
aluno não vai chegar em todas as escolas e nas inúmeras salas de aula do nosso país, porque este aluno não existe. É natural que desejamos
que ao final do ano letivo o aluno alcance as competências necessárias ao ano
em que estuda, nessa perspectiva, olhar para todos os alunos e vê suas
especificidades, potencializa e antecipa o olhar para uma prática pedagógica
que valoriza as diferenças de cada um.
Assim, podemos fazer...
Além de ser professora do
AEE, sou mãe de um menino muito diferente de 8 anos, também aluno de uma
professora e de uma determinada escola. Ele é diferente demais, às vezes, ele
pensa e fala: “mãe porque que eu sou tão diferente dos meus colegas”. A mesma
frase repito: “Todos nós somos diferentes”.
Ele não sabe como parar, mesmo quando tenta, não consegue. Os colegas
não suportam aquele jeito de quebrar sempre as regras do jogo, de querer mudar
de brincadeira logo após que inicia uma. Às vezes, ele percebe e diz: “mãe
porque ninguém quer brincar comigo? ” Isso dói demais... Falo sempre que as
parcerias e as amizades são aquisições que cada um de nós conquistamos nos
outros, e é um aprendizado que vamos adquirindo a medida que se moldam as
relações com os pares.
A Hiperatividade e o
déficit de atenção - THDA não é uma deficiência, mas interfere muito na vida
escolar e social de uma criança. Essa diferença que não se vê fisicamente, mas,
faz muita diferença quando as pessoas pensam que é falta de limites e quando a
escola vê como se fosse desinteresse pela aprendizagem e falta de atenção na
sala de aula. Essas posturas, trazem prejuízos escolares inevitáveis e irreparáveis,
pois o problema da atenção gera uma dificuldade para aprender e um problema de
aprendizagem.
Cada um tem um jeito de
ser é preciso conhecer para poder dizer que cada um tem também potencialidades
não vistas a qualquer tempo, não marcadas pelo corpo, nem pela forma de ser e
de pensar.
É preciso encorajar os
meninos e meninas a encontrar um jeito muito especial - que são - de ser e de
viver enfrentando as dificuldades no percurso de sua escolaridade, trazendo
sempre o respeito ao outro, a ética, ensinando-os a respeitar para ser
respeitado, ensinando-os que a diferença é uma característica inerente a todo
ser humano e parte da essência de cada um.
Esse poema de Mário Quintana diz exatamente o que queremos dizer sobre as diferenças...
Deficiências por Mário Quintana
"Deficiente"
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras
pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu
destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê
seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus
míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é
aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um
irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões
no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não
consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direcção
daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é
quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser:
"Miserável" pois: "A amizade é um amor que nunca
morre."
Por (http://aeevivendoasdiferencas.blogspot.com.br/)
Ser
professor do AEE é ver as diferenças e potencialidades dos alunos quando todo
mundo vê o fracasso, é ver que eles aprendem quando muitos dizem: “não aprendeu,
não sabe, não consegue...”
Ser
Professor do AEE é acreditar todos os dias que: “ser diferente é normal...” Que se igualamos
em nossas diferenças e é isso faz a diferença.
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